DEPOIMENTO: ESPECIALISTA
As mais diversas formas de produção de artefatos, objetos e utensílios,
como por exemplo, o mobiliário, a decoração e automóveis, tem se baseado numa avaliação criteriosa.
Esta avaliação precede a produção, do contrário, o mercado pode rejeitar, ou aceitar com reservas,
gerando prejuízos ou lucros abaixo do esperado.
Isto ainda não ocorre na área da Engenharia e Arquitetura.
Neste setor estamos em presença de produtos caros e de elevada longevidade.
Isto resulta em investimentos muito maiores que os casos citados acima.
Pode-se dizer que as fases de projeto e seu processo ainda são negligenciados
pela maioria das construtoras e profissionais envolvidos.
Até o surgimento da Avaliação da Funcionalidade, a avaliação de projetos era altamente subjetiva.
Com o estabelecimento de parâmetros objetivos torna-se possível o controle da funcionalidade
de modo rigoroso, permite que pequenos ajustes no projeto resultem transformações positivas,
na maioria das vezes sem custos para execução e aumente consideravelmente o aspecto qualitativo
do projeto.
A subjetividade impede que se faça um juízo de valor acurado e projetos “tocados” deste jeito
somente podem contar com a sorte e na “experiência” onerosa, longa e cansativa em enormes esforços
do setor de vendas, o que convenhamos, é de muito amadorismo para os tempos atuais.
O processo de gestão de projetos ganha nova direção:
investir nestas fases iniciais se traduz em alta significância no uso do produto habitação.
Significa em desenvolver o produto construção mais adequado ao mercado e
ao sucesso do empreendedor através da maior satisfação do usuário.
Com a Avaliação da Funcionalidade, agora temos um controle de qualidade ao nível de projeto.
Roberto de Oliveira
Engenheiro Civil
Ph. D. Waterloo University, Canadá
Metodologia de Projetos Habitacionais
Professor da Universidade Federal de Santa Catarina
Departamentos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo
www.ecv.ufsc.br